quinta-feira, 9 de maio de 2013
Tsirihibina River Descent
We never thought we would wake up with an alarm clock so many times during our holidays, but it's well worth it. In fact our definition of "holidays" is more about exploring the world and living new experiences than resting. And as so we rose early once more to begin a whole new adventure - the Tsiribihina River descent.
Christoph, our pirogue captain, and Lanto from Tropic Voyage Tours, prepared the pirogue with every necessary thing for our three day journey - food baskets, two small stoves, charcoal, one tent and two sleeping bags, and even a chicken - alive - for dinner... They also did two improvised "seats" using our bags as back rests. The pirogue itself isn't more than a tree trunk carved in the middle, an old fashioned vessel, a bit unstable, with only a two finger distance to the water, exactly like the indigenous' vessels or that typical image of Pocahontas in the river.
And off we went, with Christoph rowing always at a constant pace and humming traditional songs. It's hard to describe the sensations of such an experience, the river's and landscape's grandiosity is too overwhelming, we feel tiny when surrounded by such natural beauty. Enjoying was all that was left to do...
On the first night we made camp on a little part of the river bank where about 10 people live. The children held on to us as if our arrival was a reason to celebrate. We were literally in the middle of nowhere, surrounded only by the sounds of nature and lit by a sky filled with stars that almost swallowed us up.
The next day we rose with the sun - literally - and with the oinking sounds of a pig that was around, and we kept going. We stopped in a wonderful waterfall where we bathed for a few hours. The clear water of the waterfall contrasts completely with the river's brown water, which doesn't even let us be aware of its depth. We were surprised a few times by people and cows crossing the river on foot... On the second night we stayed in a kind of islet completely by ourselves. And finally the time to eat our travel companion came... It's true we eat chicken all the time without even thinking, but watching the poor creature being killed after two days listening to its clucking gives us a bitter taste...
On the last day we had a big surprise! We saw a crocodile! Small, it's true, because even though it's forbidden, the population kills lots of crocodiles, to eat and to get the money the vain ladies pay to get real leather purses. We got various prizes during this trip: chameleons, snakes, birds of all sizes, shapes and colors; but seeing a crocodile was the most incredible prize and even a bit scary... It's impossible not to think of how many crocodiles may be under you.
At the end of the river trip we were taken to the tiny village of Antsikaraka on a zebu cart. Our objective was to get to Morondava, 200kms further down south, but there wasn't any transport available so we had to stay for one night. Antsikaraka is not even on the map, there's no running water or electricity. It's weird not to have the slightest idea of where we are, of having language limitations but still be able to mingle with the locals. And it makes us value all we have - the possibility to have a shower whenever we want - and we really needed one - or having a toilet instead of a hole on the ground.
We managed to get to Morondava the next day after a 5 hour ride on a taxi brousse and we chose to stay in a comfortable hotel. For 30 euros per night we have a bed with mosquito net and a bathroom with shower. Oh well... Luxury!
Descida do Rio Tsiribihina
Nunca pensámos que acordaríamos tantas vezes com despertador durante as nossas férias, mas vale muito a pena. Na verdade o nosso conceito de "férias" consiste mais em explorar o mundo e viver novas experiências do que propriamente sopas e descanso. E por isso madrugámos mais uma vez para iniciar cedinho uma nova aventura - a descida do rio Tsirihibina.
O Christoph, o nosso capitão de piroga, e o Lanto das Tropic Voyage Tours, prepararam a piroga com tudo o que era necessário para os três dias de viagem - cestos com comida, dois pequenos fogareiros, carvão, uma tenda e dois sacos-cama para as dormidas, e até uma galinha - viva - para jantar... Fizeram ainda dois "bancos" improvisados com as nossas mochilas a servir de encosto. A piroga em si não passa de um tronco cravado ao meio, uma embarcação à antiga, meio instável, com apenas dois dedos de distância da água, exactamente como as embarcações dos indígenas ou como aquela imagem típica da Pocahontas no rio.
E lá fomos nós, com o Christoph a remar sempre a um ritmo constante e a cantarolar músicas tradicionais. É difícil descrever as sensações de tal experiência, a grandiosidade do rio e da paisagem é demasiado esmagadora, sentimo-nos pequeninos rodeados de tal beleza natural. Restou-nos apenas desfrutar...
Na primeira noite acampámos num pequeno troço de margem onde vivem cerca de 10 pessoas. As crianças agarraram-se a nós como se a nossa chegada fosse um motivo de celebração. Estávamos literalmente no meio do nada, rodeados apenas dos sons da natureza e iluminados por um céu repleto de estrelas que quase nos engoliam.
No dia seguinte acordámos com as galinhas - literalmente - e com o roncar de um porco que andava por ali, e seguimos viagem. Parámos numa cascata maravilhosa onde nos pudemos refrescar um pouco durante umas horas. A água límpida da cascata contrasta completamente com a água castanha do rio que nos impede sequer de ter noção da sua profundidade. Fomos surpreendidos algumas vezes com pessoas e vacas a atravessar o rio a pé... Na segunda noite ficámos numa espécie de ilhota completamente sozinhos. E finalmente chegou a hora de jantar a nossa companheira de viagem... É certo que comemos muitas vezes frango e galinha sem pensar muito nisso, mas ver a matança do bicho depois de dois dias a ouvir o seu cacarejar deixa-nos um sabor um pouco amargo...
No último dia tivemos uma grande surpresa. Vimos um crocodilo! Pequeno, é certo, porque apesar de ser proibido a população mata crocodilos a torto e a direito, para se alimentarem e para ganharem o dinheiro que as senhoras chiques pagam para terem malas de pele verdadeira. Durante esta viagem fomos premiados com camaleões, cobras, pássaros de todas as cores, tamanhos e feitios, mas a visão do crocodilo é realmente a mais incrível e assustadora até... É impossível não pensar em quantos crocodilos podem estar debaixo de nós.
No final desta jornada fomos levados num carro de bois até à pequena vila de Antsikaraka. O nosso objectivo era seguir viagem para Morondava, 200 kms a sul, mas não havia nenhuma possibilidade de transporte e por isso tivemos de ficar uma noite. Antsikaraka nem sequer vem no mapa, não tem água corrente nem electricidade. É estranho não termos a mínima noção de onde estamos, de termos limitações de comunicação mas ainda assim conseguirmos confraternizar com a população local. E faz-nos dar valor a tudo o que temos - a possibilidade de tomar banho quando nos apetece - e acreditem, estávamos mesmo a precisar - ou de termos uma sanita em vez de um buraco no chão.
Conseguimos chegar a Morondava no dia seguinte depois de 5 horas num taxi brousse numa estrada de terra e optámos por um hotel com algum conforto. Por 30 euros por noite temos direito a uma cama com rede mosquiteira e uma casa-de-banho com chuveiro. Enfim... Um luxo!
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Bonjour Antananarivo!
Madagascar is like no other place we've been to before. Although we have always had a kind of fascination about this country we didn't have any preconceived ideas, and there's no better way to travel because whatever comes is a surprise! The only two things stuck in our heads are lemurs and baobab trees, two unique things about Madagascar. But we're still in the city and what the city has to offer is very different..
Arriving in Antananarivo felt like arriving in Asia in Africa. We would probably describe the looks of the Malagasy people as Africans who look like South American Asians. The official language is French which is a big challenge for us. We've already had some funny misunderstandings, but at least we're able to order breakfast - croissants and jus d'orange (we would also be able to order cafe au lait!). Anything else we tend to say in English with a French accent... We should have been more attentive in French class back in 7th grade!
Our home town Lisbon is known as the "city of seven hills". Well, Antananarivo should be known as the city of the seven thousand hills, and a lot of them much steeper than the ones back home. We spent the day going up and down staircases. We went to local markets, the great Rova - the royal palace - where we watched a magnificent sunset, got lost in local neighborhoods and struggled to get on a taxi-brousse (a bus) back to the hotel. It's amazing how many people they can fit into a nine seat mini van... Nine seats become 21! Squeezing is really worth the experience and worth the money you save (we got to the hotel for 400 ariary each - 14 cents - as opposed to 7000 ariary - 2.43 € - for a taxi).
"One's destination is never a place, but a new way of seeing things".
Não há nenhum sítio em que tenhamos estado que seja como Madagáscar. Apesar de sempre temos tido um fascínio por este país não tínhamos nenhuma ideia pré concebida, e não há melhor maneira de viajar porque assim tudo o que vier é uma surpresa! As únicas duas coisas que temos na cabeça são lemures e embondeiros, duas coisas únicas em Madagáscar. Mas ainda estamos na cidade e o que a cidade tem para oferecer é muito diferente...
A chegada a Antananarivo parecia a chegada à Ásia em África. Provavelmente descreveríamos a aparência dos Malagasy como Africanos que parecem Asiáticos Sul Americanos. A língua oficial é francês, o que é um grande desafio para nós. Já tivemos uns mal-entendidos engraçados mas pelo menos conseguimos pedir o pequeno almoço - croissants e jus d'orange (também conseguiríamos pedir café au lait!). Qualquer outra coisa temos tendência a dizer em inglês com sotaque francês... Devíamos ter estado mais atentos nas aulas no sétimo ano!
A nossa cidade de Lisboa é conhecida como "a cidade das sete colinas". Antananarivo devia ser conhecida como a cidade das sete mil colinas, e muitas delas muito mais íngremes que as de Lisboa. Passámos o dia a subir e a descer escadarias. Fomos a mercados locais, ao grandioso Rova - o palácio real - onde vimos um pôr-do-sol magnífico, perdemo-nos em bairros locais e debatemo-nos para apanhar um taxi-brousse (um autocarro) de volta para o hotel. É incrível quantas pessoas conseguem enfiar numa carrinha de nove lugares. Nove lugares passam a ser 21! Vale a pena "espremermo-nos", pela experiência e pelo dinheiro que se poupa (chegámos ao hotel por 400 ariary cada - 14 cêntimos - em vez de 7000 ariary - 2.43€ - por um taxi).
"Um destino nunca é um lugar, mas uma nova forma de ver as coisas".
Arriving in Antananarivo felt like arriving in Asia in Africa. We would probably describe the looks of the Malagasy people as Africans who look like South American Asians. The official language is French which is a big challenge for us. We've already had some funny misunderstandings, but at least we're able to order breakfast - croissants and jus d'orange (we would also be able to order cafe au lait!). Anything else we tend to say in English with a French accent... We should have been more attentive in French class back in 7th grade!
Our home town Lisbon is known as the "city of seven hills". Well, Antananarivo should be known as the city of the seven thousand hills, and a lot of them much steeper than the ones back home. We spent the day going up and down staircases. We went to local markets, the great Rova - the royal palace - where we watched a magnificent sunset, got lost in local neighborhoods and struggled to get on a taxi-brousse (a bus) back to the hotel. It's amazing how many people they can fit into a nine seat mini van... Nine seats become 21! Squeezing is really worth the experience and worth the money you save (we got to the hotel for 400 ariary each - 14 cents - as opposed to 7000 ariary - 2.43 € - for a taxi).
"One's destination is never a place, but a new way of seeing things".
Não há nenhum sítio em que tenhamos estado que seja como Madagáscar. Apesar de sempre temos tido um fascínio por este país não tínhamos nenhuma ideia pré concebida, e não há melhor maneira de viajar porque assim tudo o que vier é uma surpresa! As únicas duas coisas que temos na cabeça são lemures e embondeiros, duas coisas únicas em Madagáscar. Mas ainda estamos na cidade e o que a cidade tem para oferecer é muito diferente...
A chegada a Antananarivo parecia a chegada à Ásia em África. Provavelmente descreveríamos a aparência dos Malagasy como Africanos que parecem Asiáticos Sul Americanos. A língua oficial é francês, o que é um grande desafio para nós. Já tivemos uns mal-entendidos engraçados mas pelo menos conseguimos pedir o pequeno almoço - croissants e jus d'orange (também conseguiríamos pedir café au lait!). Qualquer outra coisa temos tendência a dizer em inglês com sotaque francês... Devíamos ter estado mais atentos nas aulas no sétimo ano!
A nossa cidade de Lisboa é conhecida como "a cidade das sete colinas". Antananarivo devia ser conhecida como a cidade das sete mil colinas, e muitas delas muito mais íngremes que as de Lisboa. Passámos o dia a subir e a descer escadarias. Fomos a mercados locais, ao grandioso Rova - o palácio real - onde vimos um pôr-do-sol magnífico, perdemo-nos em bairros locais e debatemo-nos para apanhar um taxi-brousse (um autocarro) de volta para o hotel. É incrível quantas pessoas conseguem enfiar numa carrinha de nove lugares. Nove lugares passam a ser 21! Vale a pena "espremermo-nos", pela experiência e pelo dinheiro que se poupa (chegámos ao hotel por 400 ariary cada - 14 cêntimos - em vez de 7000 ariary - 2.43€ - por um taxi).
"Um destino nunca é um lugar, mas uma nova forma de ver as coisas".
terça-feira, 30 de abril de 2013
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Time to Say Goodbye
Our stay in Mozambique is coming to an end. We can say it was an extraordinary experience and we will surely miss this place. We will miss the people's smiles, the great landscapes and views, the sea breeze, the passing of time, so slow and yet so fulfilling. So here are a few more pictures for a last goodbye.
Hora do Adeus
A nossa estadia em Moçambique está a chegar ao fim. Podemos dizer que foi uma experiência extraordinária e que iremos com certeza ter saudades deste país. Vamos ter saudades dos sorrisos das pessoas, das vistas e paisagens incríveis, da brisa do mar, da passagem do tempo, tão lenta porém tão plena. Aqui ficam mais umas fotografias para um último adeus.
Hora do Adeus
A nossa estadia em Moçambique está a chegar ao fim. Podemos dizer que foi uma experiência extraordinária e que iremos com certeza ter saudades deste país. Vamos ter saudades dos sorrisos das pessoas, das vistas e paisagens incríveis, da brisa do mar, da passagem do tempo, tão lenta porém tão plena. Aqui ficam mais umas fotografias para um último adeus.
domingo, 28 de abril de 2013
Funny Days
Yesterday was a very funny day. We woke up at around 7am for a little job agreed upon the night before. We met the actor and comedian Mário Mabjaia who, knowing we are actors, invited us to participate on his TV show for the independent channel TIM. It was a completely unexpected invitation but we decided to take it and it couldn't have been better. It was a very amusing experience!! A lot of improvisation and a lot of laughs!
At night we decided to "shake that mambo" to celebrate. We went to the zouk music festival where we saw the band Kassav amongst others. We danced through the night and it was hard to get to sleep with so much rhythm.
Dias Engraçados
Ontem tivémos um dia muito engraçado. Acordámos pelas 7 da manhã para um pequeno trabalho acordado na noite anterior. Conhecemos o actor e humorista Mário Mabjaia que, sabendo que somos actores, nos convidou para participar no seu programa na televisão independente (TIM). Foi um convite completamente inesperado mas decidimos aceitar e não podia ter corrido melhor. Foi uma experiência muito divertida!! Muito improviso e muita risota!
À noite decidimos ir "abanar esse mambo" para celebrar. Fomos ao festival de música zouk onde ouvimos entre outros os Kassav. Dançámos pela noite fora e foi difícil adormecer com tanto ritmo.
At night we decided to "shake that mambo" to celebrate. We went to the zouk music festival where we saw the band Kassav amongst others. We danced through the night and it was hard to get to sleep with so much rhythm.
Dias Engraçados
Ontem tivémos um dia muito engraçado. Acordámos pelas 7 da manhã para um pequeno trabalho acordado na noite anterior. Conhecemos o actor e humorista Mário Mabjaia que, sabendo que somos actores, nos convidou para participar no seu programa na televisão independente (TIM). Foi um convite completamente inesperado mas decidimos aceitar e não podia ter corrido melhor. Foi uma experiência muito divertida!! Muito improviso e muita risota!
À noite decidimos ir "abanar esse mambo" para celebrar. Fomos ao festival de música zouk onde ouvimos entre outros os Kassav. Dançámos pela noite fora e foi difícil adormecer com tanto ritmo.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Portraits of Mozambique / Retratos de Moçambique
Our Mozambique adventure is coming to an end. We're on our way to Maputo to spend our last days with our family and to prepare our next african adventure, which we are already looking forward to.
During this trip, in our four wheel machine that has given us so much, and already feeling a bit nostalgic, we reminisce stories and review photographs, and are assured that we won't forget all this that soon, but we'll come to that later, it's still not the time to say goodbye.
We've been wanting to share these photos for a long time. Faces that have crossed our path and for some reason caught our attention. Because they touched us with a story, sometimes with a simple look, and a lot of the times took upon request (probably due to the fact digital cameras allow you to see the pictures immediately - and the reactions are so good!). Therefore and always with permission, we did our best to capture the essence of these genuine eyes.
There are sayings that "who sees faces doesn't see hearts" or that "the eyes are the soul's mirror". We don't know if it's true but we strongly believe in it.
Thank you to all those who were photographed.
A nosso aventura por Moçambique está quase a chegar ao fim. Estamos a caminho de Maputo para os últimos dias em família e para preparar a nossa próxima aventura africana, para a qual já estamos ansiosos.
Durante esta viagem, na nossa máquina de quatro rodas que tanto nos proporcionou, e já com alguma nostalgia, relembramos histórias e revemos fotos, e ficamos com a certeza de que tão cedo não esqueceremos tudo isto, mas lá chegaremos mais tarde, ainda não é tempo de despedidas.
Há muito tempo que estamos com vontade de partilhar estas fotos. Rostos que se cruzaram connosco e que por algum motivo nos chamaram a atenção. Porque nos marcaram com uma história, às vezes com um simples olhar, e muitas vezes tiradas a pedido dos próprios (provavelmente pelo facto das máquinas digitais permitirem a imediata visualização das fotos - e que boas que são as reacções!). Assim sendo e sempre com autorização prévia, demos o nosso melhor para captar a a essência destes olhares genuínos.
É costume dizer-se que "quem vê caras não vê corações" ou que "os olhos são os espelho da alma". Não sabemos se assim o é mas acreditamos com muita força.
Muito obrigado a todos os fotografados.
During this trip, in our four wheel machine that has given us so much, and already feeling a bit nostalgic, we reminisce stories and review photographs, and are assured that we won't forget all this that soon, but we'll come to that later, it's still not the time to say goodbye.
We've been wanting to share these photos for a long time. Faces that have crossed our path and for some reason caught our attention. Because they touched us with a story, sometimes with a simple look, and a lot of the times took upon request (probably due to the fact digital cameras allow you to see the pictures immediately - and the reactions are so good!). Therefore and always with permission, we did our best to capture the essence of these genuine eyes.
There are sayings that "who sees faces doesn't see hearts" or that "the eyes are the soul's mirror". We don't know if it's true but we strongly believe in it.
Thank you to all those who were photographed.
A nosso aventura por Moçambique está quase a chegar ao fim. Estamos a caminho de Maputo para os últimos dias em família e para preparar a nossa próxima aventura africana, para a qual já estamos ansiosos.
Durante esta viagem, na nossa máquina de quatro rodas que tanto nos proporcionou, e já com alguma nostalgia, relembramos histórias e revemos fotos, e ficamos com a certeza de que tão cedo não esqueceremos tudo isto, mas lá chegaremos mais tarde, ainda não é tempo de despedidas.
Há muito tempo que estamos com vontade de partilhar estas fotos. Rostos que se cruzaram connosco e que por algum motivo nos chamaram a atenção. Porque nos marcaram com uma história, às vezes com um simples olhar, e muitas vezes tiradas a pedido dos próprios (provavelmente pelo facto das máquinas digitais permitirem a imediata visualização das fotos - e que boas que são as reacções!). Assim sendo e sempre com autorização prévia, demos o nosso melhor para captar a a essência destes olhares genuínos.
É costume dizer-se que "quem vê caras não vê corações" ou que "os olhos são os espelho da alma". Não sabemos se assim o é mas acreditamos com muita força.
Muito obrigado a todos os fotografados.
Mozambique Island (24th of April)
If there was a prize for the destination in Mozambique most suggested by the many Portuguese we've met along the way, Mozambique Island would undoubtedly get it. It's not hard to understand why. Forget everything you've seen up till now and welcome to the island. Its very special charm, which like a friend said "at first it's unfamiliar, then it strikes root", is attributable to the Portuguese colonial era architecture and the Arab influence still present nowadays.
We chose the Island for our longest stop in Mozambique: five days to rest from the many kilometers done. And we do not regret it. Walks and promenades, where we came across Vasco da Gama and Luis De Camões statues and where it's difficult to stop taking pictures, lunches and dinners full of stories and nice food, terraces asking us to hold on until the sun sets, beaches with the clear water we love so much, a disco (Mira Ponte), where we obviously didn't miss the chance to dance till our feet hurt and from where the bridge can be seen, with one lane only, which brings us here and makes this island practically a peninsula.
If there's a character trait, quality or fault (or whatever you'd like to call it), that suits us, is the fact that we are restless. We like to explore anything within reach and as such, we took advantage of the short distance and our wish to celebrate life (and a birthday), to get on a dhow (a small sailboat) to Chocas beach. This is one of the most beautiful beaches we've seen around here: white sand, warm water... Well... Wonderful!
We loved the island, even after a little warning... We are so comfortable in this country that we left some clothes, a small black wood figure, amongst other things, in the car during the night. The result was a broken window... We've been robbed! It's true it could have happened anywhere in the world but it happened here. About three hours of sadness and let it go! As we've heard around here "Health is what matters, the rest is just stuff in life."
To finish our island story here are our sincere congratulations and thanks to Joana Clemente (Helpo's founder and a warrior in everything she does), to Carlos Almeida (Cazé, Helpo's national director in Mozambique and leader of many laughs), to Duarte Marques (sponsor and head of the NGO) and finally to Sara (volunteer who's determination made the Children's Activity Center in the island be so successful). We wanna thank for the companionship and patience in satisfying our curiosity.
It's time to keep going, there's still a lot of kilometers to go. Bye Mozambique Island and see you some time!
Ilha de Moçambique (24 de Abril)
Se houvesse um prémio para o destino Moçambicano mais sugerido pelos muitos Portugueses com que nos temos vindo a cruzar, a Ilha de Moçambique seria indiscutivelmente o vencedor. Não é difícil de perceber o porquê desta preferência. Esqueçam tudo o que já viram até agora e sejam bem vindos à Ilha. O charme muito especial, que como nos disse um amigo "primeiro estranha-se depois entranha-se", deve-se à arquitectura da era Colonial Portuguesa e à influência Árabe, ainda hoje presente.
Escolhemos a Ilha para fazer a nossa maior paragem em Moçambique: cinco dias para descansar dos muitos quilómetros feitos até então. E não estamos nada arrependidos.
Passeios e passeatas, em que encontrámos a estátua de Vasco da Gama e de Luís de Camões e em que é difícil parar de tirar fotografias, almoços e jantares cheios de histórias e boa comida, terraços que pedem que esperemos mais um pouco só até ao pôr do sol, praias de água transparente como nós tanto gostamos, uma discoteca (Mira Ponte), onde como é obvio não perdemos a oportunidade de dançar até ficarmos com dores nas pernas e de onde, como o nome indica, se pode ver a ponte, com uma faixa apenas, que nos traz até cá e que transforma esta Ilha praticamente numa península.
Se há uma característica, defeito ou qualidade (chamem-lhe o que quiserem) que nos assenta que nem uma luva é o facto de sermos irrequietos. Gostamos de explorar tudo o que está ao nosso alcance e como tal, aproveitámos a proximidade e a vontade de festejar a vida (e um aniversário), para apanhar um dhow (pequeno barco à vela), com destino à praia da Chocas. É uma das praias mais bonitas que vimos por cá: areia branca, água quente e transparente... Enfim... Maravilhoso!
Adorámos a ilha, mesmo depois da chamada de atenção... Andamos tão à vontade nesta terra que deixámos algumas roupas, uma pequena estatueta em pau preto, entre outras coisas, no carro à noite. O resultado foi um vidro partido... Fomos assaltados! Podia ter acontecido em qualquer parte do mundo, é certo, mas aconteceu aqui. Cerca de três horas de tristeza e siga! Como ouvimos por cá "haja saúde, o resto são coisas da vida."
Para concluir a nossa história da ilha aqui ficam mais uma vez os nossos sentidos parabéns e agradecimentos à Joana Clemente (fundadora da Helpo e uma guerreira em tudo o que faz), ao Carlos Almeida (Cazé, Director nacional em Moçambique da Helpo, e líder de muitas gargalhadas), ao Duarte Marques (padrinho e membro da direcção da Helpo, que gostámos tanto de conhecer) e por fim à Sara (voluntária com o mérito de ser a responsável pelo o sucesso do CAI, Centro de Actividades Infantis). Agradecemos pelo companheirismo e pela paciência em satisfazer toda a nossa curiosidade.
É hora de seguir viagem, ainda há muitos quilómetros a fazer. Adeus Ilha de Moçambique até outro dia!
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